sábado, agosto 22, 2026
engenhoconteudo.com
  • Login
  • Home
  • Cidades
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cidades
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home O Lado G

Neutro não é shampoo nem sabão. É linguagem, sim!  

Helio Tinoco Autoria Helio Tinoco
agosto 22, 2026
Em O Lado G, Opinião
0
Neutro não é shampoo nem sabão. É linguagem, sim!  
74
Compartilhamentos
1.2k
Visualizações
Share on FacebookShare on Twitter

Um tema que vem sendo muito discutido nas mais variadas rodas, seja de membros da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas que radicalmente, e de maneira preconceituosa, se recusam a aceitar qualquer avanço social conquistado pela comunidade. A linguagem neutra ou de gênero é um tema que causa fúria nos ignorantes, acolhimento em quem entende e melhora da autoestima em quem necessita receber um tratamento que o reconheça como ser humano vivo!  

Você também poderá gostar:

O sim num “altar” e o não ao social na ascensão do casamento homoafetivo 

O nome que poderá virar sinônimo de traição

A luta incansável de Sara York pela comunidade LGBTQIA+

     Reforçando esse debate e ajudando a impor a existência de pessoas que se reconhecem como não-binárias, intersexo, transexuais, travestis, e por membros da comunidade LGBTQIA+, nesse início de ano letivo, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa, causou indignação a algumas pessoas. Ela usou nas redes sociais a linguagem neutra ou de gênero, para dar boas-vindas à comunidade acadêmica. Em um vídeo oficial da instituição para o YouTube, Vossa Excelência acolheu os estudantes com a seguinte expressão: “Sejam bem-vindos, bem-vindas e bem-vindes”! Imediatamente, a gestora foi rechaçada por internautas que a acusaram de desrespeitar a gramática.  

     No Rio de Janeiro, em 2020, por exemplo, o Colégio Franco-Brasileiro adotou a linguagem neutra em espaços formais e informais da instituição.  A iniciativa foi tomada visando promover a diversidade e a inclusão de pessoas não binárias. Além desses outros momentos de acolhimento, durante uma saudação a um grupo de pessoas, foram utilizados pronomes neutros, dando visibilidade e inclusão às pessoas que também merecem esse respeito, porque elas existem de fato e lutam por visibilidade por direito. 

      O que vale lembrar aos que pouca cultura carregam, ainda que possuidores de títulos e honrarias, é que o tratamento utilizado pela reitora não fere a gramática, porque a discussão em torno de adotar a linguagem neutra vem exclusivamente numa condição de inclusão e não necessariamente numa campanha para se alterar a língua portuguesa, até porque uma palavra para entrar no nosso vocabulário leva tempo para ser reconhecida e admitida.  

    Para não ser muito extenso nesse espaço, e poder exemplificar o surgimento e a aceitação de um novo vocábulo na nossa língua portuguesa, é importante dizer que isso não depende da vontade ou da recusa de ninguém, nem mesmo de grupos ideológicos.  

    No ano de 2023, a Academia Brasileira de Letras (ABL) atualizou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa com termos em uso, mas que não eram até aqui considerados oficiais, como no caso de “deletar”.

     Essa expressão «deletar um arquivo de computador» deixou de ser um jargão de quem lida com informática e passou a ser aceita como uma palavra da língua portuguesa escrita no Brasil. Ele faz parte de um conjunto de cerca de 6 mil novas palavras (como feminicídio), incluídas naquele ano, numa edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), lançado pela ABL.

     Pelo mundo, esse tema também gera polêmica e, na contramão da resistência, a Suécia e a Espanha são exemplos da utilização, sem preconceito, desse tipo de tratamento. A Suécia, por exemplo, criou um pronome neutro para se referir a pessoas trans e na Espanha ele é aceito na utilização do pronome elle, de maneira informal, para a inclusão por meio de um pronome neutro.

     O que parece é que, nesse início de século, esse debate que também trata de preconceito e inclusão da diversidade vem tomando força à medida que pessoas com a posição semelhante à da reitora da UFRGS demarcam espaços e trazem à tona essa discussão que não pode ser calada nem mesmo ridicularizada com expressões e memes do tipo: “Neutro é shampoo e sabão!”. Portanto, neutro é, sim, uma linguagem, e ainda que não oficializada, deve ser adotada de maneira informal, uma vez que na informalidade é que reside muita possibilidade.

     A crítica e o combate a uma forma de inclusão, através do acolhimento, é a maneira mais limitada e bastante rasa para resistir a um debate. Essa resistência é orquestrada com argumentos dos mais variados setores que, por capricho e preconceito extremo, acabam por manter a homofobia nociva e evidente, acirrando ainda mais o preconceito contra a população LGBTQIA+. Diante dessa constatação, todas, todos e todes devemos estar atentos e não nos calar nem recuar na adoção, por exemplo, de um pronome neutro.

     É importante lembrar que toda proibição de utilização dessa forma de comunicação inclusiva não está simplesmente amparada na gravidade de erro de linguagem ou agressão à gramática e à norma culta. Ela reside e se sustenta única e exclusivamente pelo preconceito latente nas instituições que são representadas e geridas por pessoas físicas que disfarçam seu preconceito por meio de argumentos limitados que insistem na perseguição à linguagem neutra no Brasil, ainda que de maneira, a princípio, bastante informal.

Tags: linguagem neutrapronomes neutros
Compartilhar30Tweet19
Helio Tinoco

Helio Tinoco

Recomendamos também:

O sim num “altar” e o não ao social na ascensão do casamento homoafetivo 

Autoria Helio Tinoco
agosto 22, 2026
0
O sim num “altar” e o não ao social na ascensão do casamento homoafetivo 

“Não é bom que o homem esteja sozinho, farei para ele uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Gênesis 2,18. Essa passagem bíblica tem sido um dos argumentos, principalmente por...

Leia mais

O nome que poderá virar sinônimo de traição

Autoria jgomeia@gmail.com
agosto 22, 2026
0
O nome que poderá virar sinônimo de traição

Há momentos em que, por ações que marcam suas passagens na história de um povo, nomes próprios deixam de ser apenas identificações individuais e passam a representar ideias,...

Leia mais

A luta incansável de Sara York pela comunidade LGBTQIA+

Autoria Helio Tinoco
agosto 22, 2026
0
A luta incansável de Sara York pela comunidade LGBTQIA+

Todo movimento social é retratado por grupos que muitas vezes são incentivados, representados e "movidos", particularmente, por alguém que toma aquela causa para si, não por egoísmo, mas...

Leia mais

Orientação sexual mal resolvida. Essa bomba vai estourar

Autoria Helio Tinoco
agosto 22, 2026
0
Orientação sexual mal resolvida. Essa bomba vai estourar

Nos anos 1980, tocava nas rádios uma música da qual me lembro apenas de uma frase que até fazia sentido com aquela época. Ela dizia assim: “Não se...

Leia mais

Transsexuais ainda sofrem transfobia por falta de acesso a banheiros públicos

Autoria Helio Tinoco
agosto 22, 2026
0
Transsexuais ainda sofrem transfobia por falta de acesso a banheiros públicos

Problemas psicológicos e biológicos podem ser desenvolvidos por restrição ao banheiro Distúrbios de saúde como infecções urinárias, doenças renais e impactos à saúde mental podem ocorrer em pessoas...

Leia mais
Próximo post
Vacina contra a influenza ajuda a prevenir diversas doenças crônicas

Vacina contra a influenza ajuda a prevenir diversas doenças crônicas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

Quando o G da comunidade gera Gentileza para o feminino

Quando o G da comunidade gera Gentileza para o feminino

agosto 20, 2026
Etarismo com o universo LGBTQIA+ é um caso de vergonha alheia

Etarismo com o universo LGBTQIA+ é um caso de vergonha alheia

agosto 22, 2026
Em 2 anos, 55 defensores de direitos humanos foram mortos no Brasil

Em 2 anos, 55 defensores de direitos humanos foram mortos no Brasil

agosto 22, 2026

Categorias

  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
engenhoconteudo.com

Vila Morena é um veículo de comunicação independente fundado por jornalistas.

Categorias

  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião

Tags

bolsonaro bolsonaro traidor Campo Grande e Meio Ambiente Carrinho de compras supermercado Causa Palestina coletividade Coluna Lado G Crédito para mulheres Dia Internacional da Mulher Direitos humanos Direitos Humanos no Brasil Economia e mulheres educação empreendedorismo feminino Esquerda da América Latina Fome em Gaza Genocídio em Gaza Genocídio Palestino homossexualidade Horto Florestal Campo Grande LGBTQIA+ Lixeiras de Campo Grande Luta Feminina Mato Grosso do Sul Meio Ambiente Meio ambiente Campo Grande Mulheres na economia Mês do Orgulho Narcotráfico PCC Pepe Mujica Portugal Praça dos Imigrantes de Campo Grande; Vandalismo Póvoa de Varzim Resiliência feminina Sara York Sexualidade tarifas trump traição à patria Travesti na Educação Tráfico de drogas Uruguai vacina vacina influenza Violência contra a Mulher

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cidades
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Welcome Back!

Login to your account below

Esqueceu sua senha?

Recupere sua senha

Insira os detalhes para redefinir a senha

Log In
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?